Jogo grande valendo posição no topo e fôlego para a reta final. O Náutico, vice-líder da Série C com 32 pontos, visita o São Bernardo (5º, 29 pontos) neste sábado, às 17h, no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo (SP). A partida pesa na tabela: vitória abre distância para um rival direto e deixa a classificação bem encaminhada.
Baixas, retornos e a espera pelo BID
Hélio dos Anjos não terá dois nomes que mudam jogo: o zagueiro Mateus Silva e o centroavante Paulo Sérgio. Os dois seguem em tratamento. Mateus ainda não atingiu o nível físico ideal para voltar, segundo o técnico. A ideia do staff é liberá-lo com segurança para a rodada final da fase, diante do Ituano, se a evolução seguir como esperado.
Paulo Sérgio vive um roteiro mais arrastado. Depois de dores lombares que o tiraram do duelo com o Londrina, veio um incômodo na coxa diagnosticado como lesão de grau 1, que já o deixou fora também contra o Anápolis. O clube adotou cautela e trabalha com a possibilidade de retorno só no quadrangular final, caso a equipe confirme a vaga.
Nem tudo é problema. O atacante nigeriano Samuel Otusanya, o Sam, está de volta por empréstimo do Criciúma e pode fazer sua primeira partida nesta passagem. Falta o passo burocrático: o nome precisa sair no BID da CBF até o fim do dia útil anterior ao jogo. Se aparecer, ele entra na lista de relacionados e oferece uma alternativa de velocidade e profundidade no último terço.
Outros reforços vêm do setor disciplinar. O zagueiro Carlinhos e os meio-campistas Auremir e Marco Antônio cumprem suspensão e estão liberados. Eles mexem diretamente no esqueleto do time: Carlinhos recompõe a zaga titular, enquanto Marco Antônio devolve punch criativo ao meio. Auremir, por sua vez, é peça de equilíbrio e pode ser usado desde o início ou como proteção no segundo tempo.
Na preparação, o goleiro Muriel e o volante Auremir foram poupados de parte das atividades no CT Wilson Campos por desgaste. O clube tratou como manejo de carga. A projeção interna é de viagem e jogo para ambos, sem restrições significativas.
O jogo, escolhas táticas e o que está em disputa
Sem Paulo Sérgio, a tendência é manter Bruno Mezenga como referência na área. É um 9 de ofício que briga por espaço entre zagueiros e serve de pivô para quem vem de trás. Ao redor dele, a linha de frente deve combinar Vinícius — mais associativo, bom passe curto — e Hélio Borges, que estica o campo e ataca costas de lateral.
No meio, Hélio dos Anjos vive um bom dilema. Igor Pereira segura a base, Marco Antônio dá volume e chegada na área, e a terceira vaga fica entre Allan Patrick e Auremir. Se a ideia for controlar posse e empurrar o São Bernardo para trás, Allan Patrick dá mais toque e aproximações. Se o plano pedir proteção, transição curta e segunda bola, Auremir encaixa melhor.
A defesa tende a repetir a base: Arnaldo na direita, Carlinhos e João Maistro no miolo, com Igor Fernandes pelo lado esquerdo. O ajuste fino está nas coberturas de Arnaldo, porque o São Bernardo costuma forçar jogadas em diagonais às costas dos laterais, especialmente quando puxa o ponta para dentro e libera ultrapassagem do lateral.
Hélio deixou claro que não vai poupar ninguém que esteja apto. O recado tem contexto: é reta final de primeira fase, tabela apertada e confronto direto. Vir com três pontos de São Bernardo reduz a margem de risco na rodada seguinte e permite gerenciar minutos sem abrir mão de competitividade.
A provável escalação alvirrubra tem: Muriel; Arnaldo, Carlinhos, João Maistro e Igor Fernandes; Igor Pereira, Marco Antônio e Allan Patrick (ou Auremir); Hélio Borges, Vinícius e Bruno Mezenga. Caso Sam seja regularizado, ele aparece como opção para o segundo tempo — especialmente se o jogo pedir corredor e velocidade para contra-atacar.
Do outro lado, o São Bernardo chega vivo na briga. Em casa, costuma acelerar nos primeiros 20 minutos, pressiona saída e testa a bola aérea. A chave para o Náutico é não ceder faltas laterais bobas e ajustar a primeira saída com um dos meias caindo entre os zagueiros para escapar da pressão. Quando superar a primeira linha, o espaço aparece atrás dos volantes do time paulista.
O Estádio 1º de Maio pede atenção: gramado geralmente pesado e dimensões que convidam duelos físicos. Isso afeta diretamente a gestão de energia no meio-campo. Rotacionar o lado forte da pressão, revezando amplitude entre Vinícius e Hélio Borges, pode evitar queimar perna no primeiro tempo.
Na tabela, o cenário é claro. O Náutico soma 32 pontos e defende a vice-liderança. O São Bernardo, com 29, mira o G-4 e enxerga o jogo como caminho curto para subir posições. Em confronto direto, a matemática é simples: vitória abre dois resultados de diferença; empate mantém o controle alvirrubro; derrota embaralha a briga e leva a definição para a última rodada, quando os pernambucanos encaram o Ituano.
Detalhes que podem pesar: bola parada ofensiva alvirrubra, que melhorou com a volta de Carlinhos; minutos de Marco Antônio, que costumam render quando o time recupera alto; e a gestão de Bruno Mezenga, que ganha muito quando recebe cruzamentos rasteiros atrás da linha da bola, e não apenas chuveiros altos.
No banco, Hélio guarda cartas para mudar rota: a entrada de Auremir para fechar corredor e proteger a área, Sam para explorar transição, e a possibilidade de adiantar Marco Antônio por dentro, liberando um segundo meia para infiltração. É o tipo de jogo que se decide em ajustes finos e em quem errar menos no terço final.
Apito inicial às 17h, pressão de lado a lado e muito em jogo. Para o Náutico, é chance de afirmar candidatura no topo e chegar forte ao quadrangular. Para o São Bernardo, é o empurrão que faltava para colar nos primeiros e levar a decisão para a rodada derradeira.
Alberto Lira
Mais um jogo que o Náutico vai perder por falta de centroavante de verdade. Paulo Sérgio tá lá no CT fazendo massagem e o Mateus Silva tá com medo de tocar na bola. E o Sam? Vai chegar e fazer o quê? Correr atrás de bola que nem cachorro de rua?
Andressa Lima
É importante ressaltar que a gestão de carga do elenco está alinhada com os protocolos médicos mais atuais. A preservação de atletas como Muriel e Auremir demonstra maturidade tática. Ainda que o BID não seja liberado a tempo, o planejamento de substituições é robusto e reflete profissionalismo.
Marcus Vinícius Fernandes
Apenas um time de elite sabe lidar com adversidades como essa. Sem Mateus Silva e Paulo Sérgio, o Náutico ainda tem mais qualidade que todo o São Bernardo juntos. O que é o Ituano? Um time de segundo escalão. Mas aqui, no Náutico, temos visão de futuro. O Marco Antônio é um maestro. O Mezenga é um arquiteto da área. E o Carlinhos? Um capitão de verdade. Isso aqui não é futebol, é arte.
Marcia Cristina Mota Brasileiro
Soooouuuu eu to morrendo de ansiedade pra ver o Sam jogar 😭😭😭 ele é tão lindo qnd corre 😍💪 #Nautico #SamForTheWin
Igor Antoine
O São Bernardo é perigoso em casa, principalmente porque a gente subestima o fator campo. Gramado pesado, pressão alta, e o lateral esquerdo do Náutico sempre sofre com a diagonal. Mas o que me chamou atenção foi a ideia de um meia cair entre os zagueiros pra sair da pressão. Isso é tática de alto nível. Se o Igor Pereira fizer isso direito, o jogo muda. E se o Sam entrar, o time vira um raio.
Rafael Marques
Mais um jogo que o técnico vai botar o time pra correr e depois reclamar que o time não tem fôlego. Tá vendo? Sem Paulo Sérgio, o Mezenga vai ficar sozinho. E o Sam? Vai chegar no segundo tempo e fazer o quê? Chutar na trave? Aí o pessoal vai falar que 'é só questão de tempo'. Pode esperar...
Gustavo Souto
O time tá cheio de fraco. O Carlinhos tá liberado mas tá com 32 anos. O Marco Antônio é bom mas não resolve. O Sam é um jogador de segunda divisão que o Criciúma não quer mais. E o Hélio dos Anjos? Um técnico que só sabe falar de gestão de carga. Vai perder de novo. Ponto final
Manuel Pereira
Acho que o Náutico tem tudo pra vencer se o Auremir entrar no segundo tempo e fechar o corredor direito. O São Bernardo tá fraco na transição e o Vinícius pode matar o jogo com um lance rápido. Mas e se o Sam não sair no BID? Vai ser um problema sério. Acho que o Hélio dos Anjos tá jogando com fogo. Se a gente vencer, é mérito da equipe. Se perder, é porque o futebol é assim mesmo. Mas eu acredito. Vai dar certo