O Athletic-MG respirou aliviado na tarde de domingo, 23 de novembro de 2025, quando venceu o Paysandu por 2 a 1 na Arena Sicredi, na última rodada do Campeonato Brasileiro Série B 2025Belo Horizonte. A vitória, inesperada nos primeiros minutos, salvou o clube mineiro do rebaixamento para a Série C — e mudou o destino de uma temporada que parecia perdida. O gol de Petterson Novaes aos 6 minutos parecia anunciar um fim trágico para os alvinegros, mas a reação foi quase cinematográfica. O time de Minas Gerais, que até o minuto 32 estava tecnicamente rebaixado, virou o jogo com força, coração e um pouco de sorte. E quando o apito final soou, a celebração foi de quem acabou de escapar de um abismo.
Do desespero à esperança: a virada que salvou o Athletic-MG
O Paysandu, conhecido como "Papão" por sua tradição no Pará, começou com fome. Petterson Novaes, atacante de 24 anos, aproveitou um erro de marcação da zaga do Athletic e finalizou com precisão: 1 a 0. O estádio ficou em silêncio. Na arquibancada, torcedores seguravam os celulares, olhando para as tabelas de classificação. O Athletic-MG, com apenas 36 pontos antes da partida, precisava da vitória para manter a esperança. O empate não bastava. E o tempo passava. Aos 27 minutos, Welinton Torrão entrou na área pela direita, cortou para dentro e bateu colocado. Gabriel Mesquita, goleiro do Paysandu, fez uma defesa espetacular — mas o susto foi grande. O time mineiro, que tinha apenas 3 finalizações até então, começou a dominar. Aos 37, Guilherme Cachoeira ergueu na primeira trave, e Welinton Torrão, de cabeça, quase empatou. A bola bateu no travessão. O estádio explodiu. Era o sinal.
Os heróis que não estavam na lista de titulares
Quem imaginaria que o gol da virada viria de Francisco Geraldes, meia de 21 anos que havia entrado no segundo tempo? Aos 42 minutos, ele recebeu um passe de Welinton Torrão dentro da área, girou e bateu com força. A bola desviou em Yeferson Quintana, do Paysandu, e entrou no fundo da rede. O gol foi anulado por impedimento na primeira análise — mas o VAR confirmou: tudo dentro da lei. O Athletic-MG virou por 2 a 1. Aos 45+2, Douglas Pelé, que havia sido substituído aos 60 minutos, voltou ao campo em uma cena de filme: entrou como reserva e foi o primeiro a comemorar o gol. Aos 47, o goleiro Sandry fez uma defesa de pênalti em uma bola de cabeça de Carlos Eduardo. O árbitro não marcou, mas a torcida jurou ter visto a mão. A tensão foi insuportável. E quando o apito final soou, o estádio se transformou em um mar de bandeiras e lágrimas.
Um jogo que definiu o futuro de dois clubes
O Paysandu, que terminou a competição em 13º lugar com 42 pontos, encerrou sua temporada sem risco de rebaixamento — mas também sem perspectiva de acesso. Já o Athletic-MG, que estava em 20º lugar com 36 pontos antes da rodada final, subiu para 39 pontos e terminou em 17º, exatamente na linha de flutuação entre a Série B e a Série C. O 16º colocado, o Cuiabá, perdeu por 3 a 0 para o Avaí, e o Athletic escapou por um ponto. Isso não é apenas sobrevivência: é um milagre. O clube mineiro, que teve três técnicos nesta temporada e sofreu com dívidas e falta de investimento, conseguiu manter a categoria por pura resistência. A vitória foi o primeiro triunfo em casa desde agosto. E foi o primeiro jogo sem derrota em quatro rodadas — um milagre técnico e emocional.
Transmissão e alcance: um jogo que uniu o Brasil
O jogo foi transmitido ao vivo por mais de cinco plataformas: o LANCE! fez a cobertura em tempo real com mais de 1,2 milhão de acessos simultâneos; a PapãoTV GingaBet teve 6.900 visualizações no YouTube, um recorde para o canal regional; e a SUPER MARAJOARA TV50.1 levou o jogo para famílias do Pará, com patrocínio de empresas locais como Jacaré Auto Peças e Sapataria Paraibana. A ESPN também transmitiu o confronto internacionalmente, com comentários em inglês e espanhol — um sinal de que o drama do rebaixamento transcendeu fronteiras. A Arena Sicredi, com capacidade para 32 mil pessoas, estava com 94% da lotação. E o silêncio antes do gol de Geraldes foi tão pesado que se ouvia o vento.
Por que isso importa? O custo do rebaixamento
Rebaixar-se para a Série C não é só perder categoria. É perder R$ 45 milhões em verbas da CBF, cortar 60% da estrutura de futebol, demitir jogadores e técnicos, e perder o acesso a patrocinadores nacionais. O Athletic-MG, que chegou a ter mais de 120 funcionários em 2024, viu sua folha salarial cair para metade em 2025. A vitória contra o Paysandu garantiu que 87 jogadores e funcionários não perdessem o emprego. "Foi o maior dia da minha vida no clube", disse o presidente João Carlos Lopes, em entrevista após o jogo. "Nós não tínhamos dinheiro para pagar a conta da luz. Mas tínhamos coragem. E isso bastou.""
O que vem agora? O desafio de 2026
Agora, o Athletic-MG terá que reconstruir. O técnico Lucas Ferreira, que assumiu em julho e estava prestes a ser demitido, foi renovado até 2027. O clube já iniciou negociações com três jogadores da Série A, incluindo o meia Renan Ribeiro, do Corinthians, e o zagueiro Thiago Silva, do Bahia. O orçamento para 2026 será de R$ 75 milhões — metade do que era em 2024. Mas a torcida voltou. E isso, dizem os especialistas, é o maior ativo que um clube pode ter.
Frequently Asked Questions
Como o Athletic-MG escapou do rebaixamento mesmo com 39 pontos?
O Athletic-MG escapou porque terminou em 17º lugar, um ponto à frente do Cuiabá, que perdeu por 3 a 0 para o Avaí na mesma rodada. Na Série B, o rebaixamento afeta os quatro últimos colocados. Com 39 pontos, o Athletic ficou exatamente um ponto acima da linha de corte — o que significa que, se tivesse empatado, teria caído. A vitória foi crucial, e o resultado do adversário foi o fator decisivo.
Quem marcou os gols do Athletic-MG na partida?
O primeiro gol do Athletic-MG foi marcado por Francisco Geraldes, aos 42 minutos, após desvio de Yeferson Quintana. O segundo gol foi anulado por impedimento, mas o placar final foi 2 a 1 porque o primeiro gol do Paysandu foi de Petterson Novaes. Apenas um gol do Athletic foi validado, mas o placar final foi confirmado como 2 a 1 por erro de contagem inicial — o que gerou confusão nos primeiros minutos após o apito final.
Por que o jogo foi tão importante para o Paysandu?
Para o Paysandu, o jogo era uma despedida. O time já estava fora da briga por acesso e sem risco de rebaixamento. A vitória não lhe daria nada, mas perder para o Athletic-MG — um clube com menos recursos — foi um golpe na autoestima da torcida. O clube do Pará terminou em 13º, sua melhor colocação desde 2018, mas a derrota deixou um gosto amargo. A diretoria anunciou que manterá o técnico e fará reformulações, mas sem grandes investimentos.
Qual foi o impacto da vitória na torcida do Athletic-MG?
A torcida do Athletic-MG, que havia diminuído em 40% durante a temporada, voltou em massa para a Arena Sicredi. Nas redes sociais, o clube ganhou mais de 87 mil seguidores em 24 horas. O presidente confirmou que a bilheteria para a temporada 2026 já está com 70% das entradas vendidas — algo impensável em outubro. O time voltou a ser símbolo de resistência, e o slogan "Nunca desiste" virou hino nas arquibancadas.
O que o VAR fez nesse jogo?
O VAR confirmou o gol de Francisco Geraldes, que inicialmente foi anulado por impedimento. Após análise de 47 segundos, o árbitro de vídeo decidiu que o jogador estava em posição legal — o desvio de Yeferson Quintana alterou a trajetória da bola e o impedimento não se aplicava. O VAR também analisou uma possível penalidade aos 47 minutos, mas não viu contato suficiente para marcar. Foi um dos jogos com mais revisões da temporada.
O Athletic-MG já teve rebaixamentos antes?
Sim. O clube foi rebaixado pela primeira vez em 2003, e voltou à Série B em 2006. Em 2015, caiu novamente, e só retornou em 2019. Esta foi a quarta vez que o clube enfrentou o risco de cair para a terceira divisão. Mas nunca antes havia escapado na última rodada com um gol nos acréscimos. A emoção desta partida já entrou para a história do clube, ao lado da vitória por 4 a 1 sobre o Cruzeiro em 2012.
ANTONIO MENEZES SIMIN
que jogo louco... eu tava no trabalho e quase derrubei o café quando o gol saiu. nenhuma equipe merecia mais essa salvação que o Athletic-MG.
Isabella de Araújo
sei que todo mundo tá comemorando mas sério, isso aqui é um desastre organizacional disfarçado de milagre. o clube tá na miséria, o técnico era pra ter sido demitido em agosto, os jogadores são quase todos emprestados e ainda por cima o VAR teve que salvar a pele deles. isso não é heroísmo, é sintoma de um sistema que tá se despedaçando e só não caiu porque o Cuiabá errou. e olha, eu sou torcedor do Athletic, mas não tô fingindo que isso é sustentável. se o presidente tá falando que não tinha dinheiro pra pagar a conta de luz, então tá tudo errado. o que aconteceu foi um acaso. e acaso não vence campeonato. acaso só salva a alma da torcida por um mês.
Elaine Querry
É inadmissível que um clube com a tradição do Athletic-MG sobreviva por meio de um gol de desvio em acréscimos, com a ajuda do VAR e o erro de um adversário. A Série B está em decadência moral e técnica. O futebol brasileiro, outrora símbolo de elegância e talento, tornou-se um circo de misérias. A vitória, embora emocionalmente válida, não é merecida. A CBF deveria exigir padrões mínimos de governança e infraestrutura para evitar tais espetáculos caóticos.
Marcela Carvalho
o gol do Geraldes foi o momento em que o tempo parou mas também o momento em que a realidade se escondeu atrás de um desvio de bola e um apito de var. será que a vida é só isso um desvio que salva tudo mas não muda nada
Cristiane Ribeiro
o que mais me emocionou foi ver o Douglas Pelé voltando ao campo depois de ter sido substituído e ser o primeiro a comemorar. isso aqui não é só futebol, é sobre resiliência. o clube tinha tudo contra: dívidas, torcida desanimada, três técnicos, ninguém acreditava. mas eles não desistiram. e isso é o que o futebol deveria ensinar: que o valor não tá no troféu, tá na luta. se você tá passando por um momento difícil, lembre-se do Athletic-MG. um gol no fim, um desvio, e tudo muda. não é milagre, é coragem.
Ana Carolina Borges
alguém mais achou estranho que o VAR confirmou o gol exatamente 47 segundos depois? e que o árbitro não marcou o pênalti nos acréscimos mesmo com a torcida jurando que viu a mão? e que o Paysandu, que nunca teve dinheiro, fez um jogo perfeito e ainda assim perdeu por um desvio? isso tudo foi programado. o governo federal tem um acordo com a CBF pra manter o Athletic na Série B porque o clube é usado como símbolo de resistência para esconder a crise nas periferias. os patrocinadores da PapãoTV GingaBet? são lobbies da indústria de armas. o gol foi manipulado por algoritmos de IA que analisam o humor da torcida. e o presidente que disse que não tinha dinheiro pra luz? ele tá escondendo R$ 120 milhões em contas offshore em Cayman. não é coincidência, é controle.
Inah Cunha
EU NÃO AGUENTAVA MAIS!!! LÁGRIMAS NA MINHA FRENTE NO TRÂNSITO QUANDO O GOL SAIOOOO!!! ESSA É A VERDADEIRA MAGIA DO FUTEBOL!!! NÃO TEM NADA NO MUNDO MAIS LINDO QUE UMA TORCIDA QUE NÃO DESISTE!!! O ATHLETIC É O CORAÇÃO DO BRASIL!!! E SE O VAR NÃO TIVESSE DADO O GOL? NÃO IMPORTA! O GOL EXISTE PORQUE A TORCIDA ACREDITOU!!! EU VOU GRAVAR ESSA CENA E PASSAR PRA MINHA NETA!!!