Brasil sofre derrota tensa diante de Cuba na Liga das Nações de Vôlei
Foi uma noite de voleibol brigado, sufocante e com história: a seleção masculina do Brasil perdeu para a equipe de Cuba por 3 sets a 2 diante de uma plateia inquieta no Maracanãzinho. O placar apertado — 27-25, 26-24, 21-25, 20-25, 13-15 — mostrou um duelo equilibrado e cheio de alternâncias, dignos de um velho clássico internacional que há décadas move paixões.
O início parecia promissor para os donos da casa. O Brasil venceu os dois primeiros sets, apostando numa linha ofensiva afiada comandada por Darlan, Judson e Honorato, com passes precisos e muita potência nos ataques. A torcida, empolgada com a performance, fez a festa e parecia acreditar em mais uma vitória sem grandes sufocos. Só que o roteiro mudou. Os cubanos, liderados por Yant e Lopez, cresceram de rendimento e exploraram as falhas de cobertura e recepção do lado brasileiro.
Os desafios de vídeo marcaram presença e trouxeram pitadas de polêmica. Foram diversas conferências das imagens, o que gerou certa frustração na arquibancada e quebras de ritmo em pontos decisivos. O nervosismo aumentava, tanto em quadra como fora dela, enquanto cada decisão revisada mexia com o emocional dos atletas e dos torcedores.
Renovação, desafios e rivalidade histórica
Logo ficou evidente que a equipe brasileira ainda está em fase de transição, tentando encontrar seu melhor conjunto após a reformulação pós-Olimpíada de Paris. Peças-chave do passado, como Lucão e Leal, continuam fora da disputa, e jovens como Bruninho e Thales buscam consolidar sua posição entre os titulares. O sistema de jogo mostra promessas, mas também escancara as dores típicas de um processo de renovação. Em alguns lances, a falta de entrosamento e experiência pesou contra o Brasil, principalmente nos momentos de pressão máxima no tie-break.
A vitória cubana, construída na raça e no controle emocional no quinto set, reativou memórias dos duelos clássicos dos anos 90, quando Brasil e Cuba se enfrentavam em partidas decisivas, carregadas de rivalidade. Dessa vez, quem sorriu foi a equipe do técnico Tomás Álvarez, que curiosamente havia perdido para a Eslovênia na estreia, mas aproveitou a chance para se reerguer contra os brasileiros. Já o Brasil, apesar do tropeço, arrancou aplausos pelo empenho, especialmente de Darlan, Judson e Adriano.
Até aqui, o time verde-amarelo soma quatro pontos na tabela da Liga das Nações, enquanto Cuba conquista seus dois primeiros pontos no torneio. Há pouco tempo para ajustes: o próximo compromisso brasileiro é já no dia 14 de junho contra a Ucrânia, seguido pela Eslovênia dois dias depois. A missão agora é clara: recuperar a confiança, corrigir as falhas e mostrar que a renovação pode sim render resultado quando o jogo aperta de verdade.
Alberto Lira
Cuba jogou como se tivesse nascido no Maracanãzinho... e o Brasil? Parecia que esqueceu onde estava.
Rian Reis
Darlan foi FERA no início, mas o time desmoronou no tie-break... 😭 Vamo que vamo, Brasil! 🇧🇷
André Dagostin
Cuba sempre foi duro. Lembra dos anos 90? Eles não ganham por talento, ganham por coração. O Brasil tá aprendendo isso agora.
Diego cabral
Ah, então o técnico brasileiro achou que jogar 2 sets de vantagem era suficiente? Que estratégia brilhante.
Maria Antonieta
A análise de recepção foi claramente deficiente. O sistema de transição 3-2 não foi executado com eficiência cinemática, e a cobertura de rede sofreu com desincronização espacial. Não é falta de talento, é falha de sistema.
Bruna Castanheira
Ah, claro. Outra derrota por ‘falta de entrosamento’. Como se isso fosse novidade. O vôlei brasileiro é um monumento à mediocridade organizacional. Parabéns, CBV.
Vitor zHachi
Pessoal, não desanima! O time tá em reconstrução, e Darlan, Judson, Adriano... eles estão mostrando coragem! Cada ponto perdido é um aprendizado! 🙌💪 Vamos torcer com a alma, não com o ódio!
Joseph Lewnard
Se o Brasil não corrigir a recepção, vai perder pra Angola no próximo jogo. E não adianta dizer que é ‘fase de transição’ - isso aqui é desorganização crônica. Parem de enrolar!
Marcus Vinícius Fernandes
Cuba? Cuba?! Isso é uma ofensa à história do vôlei! Nós somos a nação que venceu tudo! Esses cubanos só jogam porque o sol nasce lá! O Brasil deveria ter vencido por 3-0 e ainda ter feito 25-10 no último set!
Gabriela Keller
Talvez o problema não seja o time... talvez seja a gente. A gente espera que o Brasil seja perfeito, mas não ensina os jovens a suportar a pressão. E agora, choramos por uma derrota que era previsível.
Andressa Lima
O uso de desafios de vídeo foi excessivo e prejudicou o fluxo competitivo. De acordo com a FIVB, o limite recomendado é de 3 por set; houve 7 no quinto. Isso viola o art. 14.3.2 do regulamento.
Yasmin Lira
eu odeio ver o brasil perder assim... eu chorei no sofá... pq eles não jogam como no passado... eu quero o lucão de volta... 😭💔
Rodrigo Maciel
O quinto set foi um pesadelo surreal. Cada ponto era uma facada no coração. O silêncio no Maracanãzinho... era como se o próprio país tivesse deixado de respirar. Isso não foi uma partida. Foi um drama grego.
Marcia Cristina Mota Brasileiro
eu nãoo acredito q isso aconteceu... eu tava torcendo tao forte... e agora... tudo em vão... 😭😭😭
Marcio Rocha Rocha
Se o time quer ser campeão, precisa de mais do que talento. Precisa de sangue frio. E isso não se ensina em treino. Se aprende no calor da batalha. E hoje, Cuba tinha mais fogo que a gente.